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2666

A literatura é um ofício perigoso.

Ainda em Agosto, antes da criação deste blogue, Safaa Dib escreveu sobre a edição portuguesa de 2666. Safaa sabe que «serão muito poucos os que lerão a obra monumental de Bolãno», sabe que «a editora não pretende que 2666 seja para qualquer leitor». Mas não sabe dizer se 2666 pode vir a ser «um sucesso entre a crítica em paralelo com uma significativa adesão das massas que desejem ler o livro».

«O lançamento de “2666″ está programado para o dia 26 de Setembro com um evento a realizar na LXFactory, em Lisboa. Nesta festa de lançamento será vendida uma edição especial de “2666″.

 

Cada exemplar será impresso num papel diferente (de diversas cores) e terá uma sobrecapa que não constará das edições que irão para as livrarias. não haverá dois exemplares iguais. A festa continuará depois pela noite dentro no Music Box, no Cais do Sodré, e o DJ será o ilustrador Pedro Vieira (do blog irmaolucia).»

 

Isabel Coutinho já publicou no blogue a crónica Ciberescritas de sexta-feira passada. Pode ser lida na íntegra aqui.

 

Sacrofobia – medo ou aversão ao sagrado, aos objectos sagrados
Gefirofobia – medo de atravessar pontes
Claustrofobia – medo dos espaços fechados
Agorafobia – medo dos espaços abertos
Necrofobia – medo dos mortos
Hematofobia – medo do sangue
Pecatofobia – medo de cometer pecados
Clinofobia – medo das camas
Tricofobia – medo do cabelo
Verbofobia – medo das palavras
Vestiofobia – medo da roupa
Iatrofobia – medo dos médicos
Ginefobia – medo da mulher
Ombrofobia – medo da chuva
Talassofobia – medo do mar
Antofobia – medo das flores
Dendrofobia – medo das árvores
Optofobia – medo de abrir os olhos
Pedifobia – medo das crianças
Balistofobia – medo das balas
Tropofobia – medo de mudar de situação ou lugar
Agirofobia – medo das ruas ou de atrevessar uma rua
Cromofobia – medo de certas cores
Nictofobia – medo da noite
Ergofobia – medo do trabalho
Decidofobia – medo de tomar decisões
Antropofobia – medo das pessoas
Astrofobia – medo dos fenómenos meteorológicos
Pantofobia – medo de tudo
Fobofobia – medo dos próprios medos

 

À lista que Roberto Bolaño enumera num diálogo entre um polícia e um directo de manicómio, José Mário Silva acrescenta a 2666fobia: o medo de não acabar o livro de Roberto Bolaño.

 

No Hoje há conquilhas, Tomás Vasques escreve sobre o Primeiro Encontro de Escritores Latino-Americanos, em Sevilha, promovido pela editora Seix Barral, onde se encontraram doze escritores para falarem da nova geração literária latino-americana. Roberto Bolaño era um deles: não terminou a tempo o texto «Sevilha me mata» em que respondia à questão: de onde vem a nova literatura Latino-americana? Foi o seu último texto e, por isso, é apontado como o seu testamento literário.

«Distante do modelo prêt­‑à­‑porter do «realismo mágico» (fórmula de marketing muito divulgada entre nós, e não só), a obra de Bolaño é de uma exigência sem concessões ao nível da forma e da linguagem, optando, regra geral, por uma estrutura polifónica e reiterativa, que lhe permite construir cada livro como um mosaico. As peças organizam­‑se aos poucos, à medida que a leitura decorre, mas sempre solicitando a releitura, estratégia essencial para se aceder à multiplicidade de sentidos que os seus livros, pontuados por um humor subtil, propõem.»

 

A opinião de João Paulo Sousa sobre a escrita de Roberto Bolaño no Da Literatura, em Janeiro de 2008.

 

 

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«Um livro contra o esquecimento que, nas suas qualidades e nas suas imperfeições, é uma profissão de fé no poder da literatura.» Bruno Vieira Amaral