José Mário Silva publicou no Bibliotecário de Babel o texto que escreveu para o actual sobre 2666.
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José Mário Silva publicou no Bibliotecário de Babel o texto que escreveu para o actual sobre 2666.
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«[2666] questiona a ideia do que é um romance e do que deve ser a relação com o leitor - muitas vezes francamente desorientado pelo caminho, honestamente perplexo com a «mensagem», agudamente incomodado com a violência ou com as derivas de Bolaño, que começa um tema para subitamente se lançar, como que caído num alçapão em páginas habitadas por outras histórias.»
Sílvia Souto Cunha, na Visão, edição de 14 de Setembro.
O texto começa assim: «O argentino Jorge Luís Borges, que Roberto Bolaño tanto admirou, dizia que o amor é uma religião organizada em torno de um deus falível. Talvez se possa dizer o mesmo a propósito da literatura. Ou da violência. Ou do sexo. Estão todos presentes em 2666.»
É o título do texto da Ana Gomes Ferreira, para se ler em papel na edição* que amanhã chega às bancas, e onde escreve: «há tanto dentro de 2666 que dizer que é só um romance é o mesmo que dizer que o Empire State Building é uma casinha» e conclui «se
acontecer como em Espanha e nos EUA, esse contágio vai dar origem a uma nova palavra: bolañomania.»
* e não é uma edição qualquer, mas o especialíssimo número em que se comemora o segundo aniversário da revista.
«O lançamento de “2666″ está programado para o dia 26 de Setembro com um evento a realizar na LXFactory, em Lisboa. Nesta festa de lançamento será vendida uma edição especial de “2666″.
Cada exemplar será impresso num papel diferente (de diversas cores) e terá uma sobrecapa que não constará das edições que irão para as livrarias. não haverá dois exemplares iguais. A festa continuará depois pela noite dentro no Music Box, no Cais do Sodré, e o DJ será o ilustrador Pedro Vieira (do blog irmaolucia).»
Isabel Coutinho já publicou no blogue a crónica Ciberescritas de sexta-feira passada. Pode ser lida na íntegra aqui.
Após o seu desaparecimento, manuscritos, cadernos, diários e dezenas de originais que parecem procriar em geraçao espontânea vêm aparecendo e sendo editados. Alguns recém-descobertos e a serem editados em breve são «El Tercer Reich», «Diorama» e «Los sinsabores del verdadero policía» o Asesinos de Sonora.O mais caudaloso deles é 2666 lançado em espanhol em 2004 e traduzido para o inglês em 2008, quando foi eleito um dos principais livros do ano por vários veículos e listas, ganhando no começo de 2009 o National Book Critics Circle Award, além de outros prêmios, como o Herralde, o da Fundación Lara, o Salambó, o Ciudad de Barcelona, o Santiago de Chile ou o Altazor.
O romance de mais de mil páginas, dividido em cinco partes que o autor gostaria de ter visto editadas separadamente, gira em torno dos assassinatos não esclarecidos e com requintes de crueldade de centenas de mulheres numa cidade fictícia que emula a mexicana Ciudad Juárez, no México, hoje uma das mais violentas do mundo por conta da força do narcotráfico lá estabelecido.
Do texto de Bruno Dorigatti «Roberto Bolaño, cada vez mais próximo do cânone» no Portal Literal, onde se linca para este blogue.
Da peça do Público sobre a publicação de 2666 assinada por Maria José Oliveira e ilustrada por um desenho de Tomás Leal Elguede/Creative Commons.
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