A propósito do Senhor Palomar, no blogue How.Now fala-se da edição portuguesa de 2666.
You might not know, but Portugal has been going crazy lately because 2666 was recently published in the tongue for the first time. They even threw a festa/dança for the lançamento of the book in portuguese, which I thought was kinda fun. Why don’t we have a dance party every time a new translation of Murakami comes out?
Paulo Alves, do blogue Olhos Fechados, esteve no lançamento de 2666, trouxe um livro e promete manter aqui um registo da sua leitura.


Ilustrado com esta imagem, um excerto de «A Parte de Amalfitano» publicado blogue Leitores SOS Murça.
Dora Santos Silva, culturascópio.
Há um post sobre todo o fim-de-semana que passou, de Bruno Vieira Amaral. Começa com a descrição do tenebroso evento e dedica algumas palavras (as suficientes) ao que deve fazer o verdadeiro escritor - deve deixar tudo na arca ou, no máximo, pendurar as folhas A4 no estendal, sujeitas ao teste do tempo e do Tempo - e ao que é permitido ao editor: admitindo a existência de tão negra figura, ser-lhe-á concedido o privilégio de passar as molas ao génio.
Bruno Vieira Amaral publicou na edição de sábado do jornal i, um texto crítico sobre 2666. Uma versão um pouco maior pode ser ser lida no blogue.
Na livraria Capítulos Soltos.
Três textos de três resistentes ao entusiasmo que se gerou em torno da publicação de 2666: Eurico de Barros, no Diário de Notícias, João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos, e Ana de Amsterdam. Comentários aos dois primeiros por José Mário Silva, Francisco José Viegas e Senhor Palomar.
No Bibliotecário de Babel (que promete não voltar a falar tão cedo de 2666), nos comentários desse mesmo post, no Sushileblon, no irmaolucia, no ciberescritas.


Francisco José Viegas.
António Pedro Vasconcelos.
Carla Bolito.
José Eduardo Agualusa.
José Mário Silva.
Soraia Chaves.
Carlos Vaz Marques.
O lançamento da edição portuguesa de 2666, de Roberto Bolaño, começa já daqui a nada, na Ler Devagar | Lx Factory, em Lisboa. Vai ser uma festa - uma festa em torno de um livro que uniu milhões de leitores em todo o mundo. Nunca é demais dizer que todos os leitores estão convidados.
«Quando se começa a ler, damo-nos conta de que é qualquer coisa de novo que está ali, uma espécie de “livro sobre todos os livros”, muito à maneira de Borges, mas rompendo com aquele tom do “mágico latino-americano”. De alguma maneira, se Macondo é o lugar fundador de uma parte dessa literatura, Santa Teresa [a cidade do romance de Bolaño] é o fim de toda a inocência, é a cidade onde o fantástico passa a ser épico.»
Francisco José Viegas sobre 2666, em declarações ao Actual/Expresso.
José Mário Silva publicou no blogue o texto sobre O homem que escreveu 2666, publicado na edição de 19 de Setembro no Expresso e ilustrou-o com uma fotografia inspirada (como sempre, aliás, de Daniel Mordzinski).
Não é só o livro propriamente dito que tem uma tiragem especial. O lançamento de logo à noite tem uma versão alternativa do convite desenhada pelo talentoso ilustrador e DJ irmaolucia.
A propósito da sua vida, Isabel Coutinho publica no seu blogue algumas palavras de Roberto Bolaño, em 1999, no Discurso de Caracas (lido no momento da atribuição do prémio Rómulo Gallegos):
“¿Entonces qué es una escritura de calidad? Pues lo que siempre ha sido: saber meter la cabeza en lo oscuro, saber saltar al vacío, saber que la literatura básicamente es un oficio peligroso. Correr por el borde del precipicio: a un lado el abismo sin fondo y al otro lado las caras que uno quiere, las sonrientes caras que uno quiere, y los libros, y los amigos, y la comida. Y aceptar esa evidencia aunque a veces nos pese más que la losa que cubre los restos de todos los escritores muertos. La literatura, como diría una folclórica andaluza, es un peligro.”
O texto de José Riço Direitinho sobre Roberto Bolaño, publicado hoje no Ípsilon, já está online.
Nem A Bola quer passar ao lado do grande acontecimento literário do ano.
Acredita que «2666» foi determinante para impulsionar as obras de Bolaño no Mundo?
Com toda a certeza. «2666» criou uma onde de bolañomania, uma espécie de mitologia literária moderna que reposiciona a literatura sem a encher do adjectivo «latino-americana», reinventando o grande romance, anunciando que ele (o romance) não morreu nem pode morrer – porque todos temos não só necessidade de contar histórias mas, também, de ouvir histórias sobre outras histórias, sobre o mundo mais obscuro, sobre sexo, sobre literatura, sobre amor, sobre desilusão.
Francisco José Viegas fala enquanto editor ao Diário Digital. A entrevista na íntegra aqui.
José Riço Direitinho atribuiu 5 estrelas a 2666. Hoje, no Ípsilon.
Daqui a vinte e quatro horas, na Ler Devagar da Lx Factory, estão disponíveis pouco mais de uma centena de exemplares de uma tiragem especial. Foram impressos em papéis de gramagens e cores diferentes, dispostos aleatoriamente. E sobre a capa da edição normal, esta:
José Mário Silva publicou no Bibliotecário de Babel o texto que escreveu para o actual sobre 2666.
«[2666] questiona a ideia do que é um romance e do que deve ser a relação com o leitor - muitas vezes francamente desorientado pelo caminho, honestamente perplexo com a «mensagem», agudamente incomodado com a violência ou com as derivas de Bolaño, que começa um tema para subitamente se lançar, como que caído num alçapão em páginas habitadas por outras histórias.»
Sílvia Souto Cunha, na Visão, edição de 14 de Setembro.
O texto começa assim: «O argentino Jorge Luís Borges, que Roberto Bolaño tanto admirou, dizia que o amor é uma religião organizada em torno de um deus falível. Talvez se possa dizer o mesmo a propósito da literatura. Ou da violência. Ou do sexo. Estão todos presentes em 2666.»

A partir das 23h00, na Ler Devagar | Lx Factory. Haverá margaritas e acepipes temáticos. Haverá uma edição especial, de tiragem reduzida, em que cada exemplar é único. Haverá a edição normal. Haverá leituras: António Pedro Vasconcelos, José Mário Silva, Carla Bolito, José Eduardo Agualusa, Soraia Chaves, Tiago Gomes e Carlos Vaz Marques. E depois, a partir da uma e meia, o DJ irmaolucia afina o rock pelo 2666 no MusicBox. A entrada é facilitada a quem comprar o livro durante o lançamento.
É o título do texto da Ana Gomes Ferreira, para se ler em papel na edição* que amanhã chega às bancas, e onde escreve: «há tanto dentro de 2666 que dizer que é só um romance é o mesmo que dizer que o Empire State Building é uma casinha» e conclui «se
acontecer como em Espanha e nos EUA, esse contágio vai dar origem a uma nova palavra: bolañomania.»
* e não é uma edição qualquer, mas o especialíssimo número em que se comemora o segundo aniversário da revista.
O texto de onde tirámos este excerto é publicado nas páginas dedicadas pelo Jornal de Letras num especial que junta Roberto Bolaño e Stieg Larsson. A partir de amanhã nas bancas.
O tema da edição do suplemento Actual do jornal Expresso «O homem que escreveu 2666». Um texto de José Mário Silva explica como Roberto Bolaño era apenas conhecido num grupo restrito onde era visto como um herdeiro legítimo de Borges e Cortázar e como 2666 lhe «escancarou as portas de uma glória póstuma». Mais adiante, nas páginas de crítica, fala-se das «mais de mil páginas, geniais e magnéticas» deste livro que cria de novo a realidade, reinventa-a, explora-lhe os limites.
A notícia é da edição de terça-feira, do El Mundo. As mulheres de Ciudad Juárez (em que Roberto Bolaño ser terá inspirado para a criação de Santa Teresa, o lugar de todos os crimes de 2666) pintam cruzes numa parede com fundo rosa. Estão revoltadas com a falta de medidas e de resultados em relação à criminalidade na povoação: «El problema más serio es que siguen existiendo mujeres y siguen desapareciendo mujeres, y continúa el crimen»
Milton Ribeiro lê 2666, numa edição comprada no Uruguai. E, mesmo assim, este leitor de Roberto Bolaño ainda consegue ler este blogue e muito amavelmente lincá-lo.
Temos pena que não possa estar no lançamento. Só faltam 8 dias.