Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

«2666 é um murro no estômago, um verdadeiro incêndio literário, como há muito tempo não se via nas livrarias de todo o mundo. Especialmente num século como o nosso, obcecado pela juventude eterna, pelo sucesso, pelo dinheiro fácil, pela fama, pela beleza física, pelos 15 minutos de fama. Num século XXI asfixiado pelo êxito fácil e pela literatura light, só um escritor com muita coragem poderia escrever algo que, à partida, parecia “invendável”.»

 

2666 foi o livro recomendado pela Biblioteca Mira Fernandes no blogue Biblioteca Porta Aberta.

 



por 2666 às 18:14
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Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

«A leitura dos textos de Bolaño me causam uma certa melancolia. O prazer estético supera a melancolia, mas tenho que ser sincera e assumir a tristeza que me toma. Por vezes, sinto que ele traz a completa falta de sentido da vida e coloca isto na frente do leitor. O que importa, porém, o que sinto? A leitora abandona os sentimentos para colocar a mirada na literatura, só que Roberto Bolaño é tão estupendo que a manobra fica difícil.»

 

Do outro lado do Atlântico, escreve Gerana Damulakis, uma leitora crítica de Roberto Bolaño.



por 2666 às 16:44
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Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

A propósito do Senhor Palomar, no blogue How.Now fala-se da edição portuguesa de 2666.


 

You might not know, but Portugal has been going crazy lately because 2666 was recently published in the tongue for the first time. They even threw a festa/dança for the lançamento of the book in portuguese, which I thought was kinda fun. Why don’t we have a dance party every time a new translation of Murakami comes out?



por 2666 às 17:49
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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
Do contra. por 2666

Três textos de três resistentes ao entusiasmo que se gerou em torno da publicação de 2666: Eurico de Barros, no Diário de Notícias, João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos, e Ana de Amsterdam. Comentários aos dois primeiros por José Mário Silva, Francisco José Viegas e Senhor Palomar.



por 2666 às 15:51
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O homem por 2666

 

José Mário Silva publicou no blogue o texto sobre O homem que escreveu 2666, publicado na edição de 19 de Setembro no Expresso e ilustrou-o com uma fotografia inspirada (como sempre, aliás, de Daniel Mordzinski).

 

 

 



por 2666 às 16:03
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Não é só o livro propriamente dito que tem uma tiragem especial. O lançamento de logo à noite tem uma versão alternativa do convite desenhada pelo talentoso ilustrador e DJ irmaolucia.




A propósito da sua vida, Isabel Coutinho publica no seu blogue algumas palavras de Roberto Bolaño, em 1999, no Discurso de Caracas (lido no momento da atribuição do prémio Rómulo Gallegos):

 

¿Entonces qué es una escritura de calidad? Pues lo que siempre ha sido: saber meter la cabeza en lo oscuro, saber saltar al vacío, saber que la literatura básicamente es un oficio peligroso. Correr por el borde del precipicio: a un lado el abismo sin fondo y al otro lado las caras que uno quiere, las sonrientes caras que uno quiere, y los libros, y los amigos, y la comida. Y aceptar esa evidencia aunque a veces nos pese más que la losa que cubre los restos de todos los escritores muertos. La literatura, como diría una folclórica andaluza, es un peligro.”



por 2666 às 15:37
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Ainda em Agosto, antes da criação deste blogue, Safaa Dib escreveu sobre a edição portuguesa de 2666. Safaa sabe que «serão muito poucos os que lerão a obra monumental de Bolãno», sabe que «a editora não pretende que 2666 seja para qualquer leitor». Mas não sabe dizer se 2666 pode vir a ser «um sucesso entre a crítica em paralelo com uma significativa adesão das massas que desejem ler o livro».



por 2666 às 23:20
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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

«O lançamento de “2666″ está programado para o dia 26 de Setembro com um evento a realizar na LXFactory, em Lisboa. Nesta festa de lançamento será vendida uma edição especial de “2666″.

 

Cada exemplar será impresso num papel diferente (de diversas cores) e terá uma sobrecapa que não constará das edições que irão para as livrarias. não haverá dois exemplares iguais. A festa continuará depois pela noite dentro no Music Box, no Cais do Sodré, e o DJ será o ilustrador Pedro Vieira (do blog irmaolucia).»

 

Isabel Coutinho já publicou no blogue a crónica Ciberescritas de sexta-feira passada. Pode ser lida na íntegra aqui.



por 2666 às 23:50
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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

 

Francisco José Viegas fala no Origem das Espécies dos pins de Roberto Bolaño. Para usar & coleccionar, a partir de 26 de Setembro.



por 2666 às 12:07
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Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

«Leio em casa, no trabalho, nas viagens de autocarro, na casa-de-banho, enquanto cozinho e almoço, enquanto espero pela sessão de cinema, enquanto o sono não vem e nada. Nunca mais o acabo. Leio, leio e leio e continuo a ler.»

 

Para seguir no blogue Absurdo a leitura que Eduarda Sousa está a fazer de 2666 - na edição espanhola.

 



por 2666 às 16:50
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Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

 

Sacrofobia – medo ou aversão ao sagrado, aos objectos sagrados
Gefirofobia – medo de atravessar pontes
Claustrofobia – medo dos espaços fechados
Agorafobia – medo dos espaços abertos
Necrofobia – medo dos mortos
Hematofobia – medo do sangue
Pecatofobia – medo de cometer pecados
Clinofobia – medo das camas
Tricofobia – medo do cabelo
Verbofobia – medo das palavras
Vestiofobia – medo da roupa
Iatrofobia – medo dos médicos
Ginefobia – medo da mulher
Ombrofobia – medo da chuva
Talassofobia – medo do mar
Antofobia – medo das flores
Dendrofobia – medo das árvores
Optofobia – medo de abrir os olhos
Pedifobia – medo das crianças
Balistofobia – medo das balas
Tropofobia – medo de mudar de situação ou lugar
Agirofobia – medo das ruas ou de atrevessar uma rua
Cromofobia – medo de certas cores
Nictofobia – medo da noite
Ergofobia – medo do trabalho
Decidofobia – medo de tomar decisões
Antropofobia – medo das pessoas
Astrofobia – medo dos fenómenos meteorológicos
Pantofobia – medo de tudo
Fobofobia – medo dos próprios medos

 

À lista que Roberto Bolaño enumera num diálogo entre um polícia e um directo de manicómio, José Mário Silva acrescenta a 2666fobia: o medo de não acabar o livro de Roberto Bolaño.



por 2666 às 15:39
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Sábado, 5 de Setembro de 2009

«Encontramos os amigos todos em 2666, é como ir ao café do bairro.» Rogério Casanova está a ler 2666, na edição da Quetzal (tradução de Cristina Rodriguez e Artur Guerra) e publica em primeira mão um excerto do livro.




Um entre doze por 2666

 

No Hoje há conquilhas, Tomás Vasques escreve sobre o Primeiro Encontro de Escritores Latino-Americanos, em Sevilha, promovido pela editora Seix Barral, onde se encontraram doze escritores para falarem da nova geração literária latino-americana. Roberto Bolaño era um deles: não terminou a tempo o texto «Sevilha me mata» em que respondia à questão: de onde vem a nova literatura Latino-americana? Foi o seu último texto e, por isso, é apontado como o seu testamento literário.



por 2666 às 23:25
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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

«Distante do modelo prêt­‑à­‑porter do «realismo mágico» (fórmula de marketing muito divulgada entre nós, e não só), a obra de Bolaño é de uma exigência sem concessões ao nível da forma e da linguagem, optando, regra geral, por uma estrutura polifónica e reiterativa, que lhe permite construir cada livro como um mosaico. As peças organizam­‑se aos poucos, à medida que a leitura decorre, mas sempre solicitando a releitura, estratégia essencial para se aceder à multiplicidade de sentidos que os seus livros, pontuados por um humor subtil, propõem.»

 

A opinião de João Paulo Sousa sobre a escrita de Roberto Bolaño no Da Literatura, em Janeiro de 2008.

 

 





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«Um livro contra o esquecimento que, nas suas qualidades e nas suas imperfeições, é uma profissão de fé no poder da literatura.» Bruno Vieira Amaral
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